<T->
          Alegria de Saber
          Portugus -- 2 srie
          Ensino Fundamental
          
          Anina Fittipaldi
          Maria de Lourdes
          Lucina Maria Marinho Passos

          Impresso braille em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Primeira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444 
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~,
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --

<P>
          Copyright Anina Fittipaldi,
          Maria de Lourdes e
          Lucina Maria Marinho Passos

          ISBN 85-262-5291-7

          Direo adjunta editorial:
          Aurelio Gonalves Filho
          Responsabilidade editorial:
          Suely Yukiko Mori Carvalho
          Roberta Lombardi Martins
          Edio:
          Rita Narciso Kawamata
          Ana Luiza Couto
          Assistente editorial:
          Lidiane Vivaldini Olo

          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 -- 6 andar
          e andar intermedirio Ala B
          Freguesia do  -- 
          Cep 02909-900 
          So Paulo -- SP
          Tel.: (11) 3990-1810
          ~,www.scipione.com.br~,


                               I
Anina Fittipaldi
  Mestre em Lingstica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro -- UERJ (RJ)
  Ps-graduada em Cincias Sociais: uma perspectiva interdisciplinar pelo Ncleo de Ps-Graduao das Faculdades Bennett (RJ)
  Graduada em Pedagogia -- Didtica da Linguagem pela UERJ (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa e Redao da Universidade Cndido Mendes (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa e Literatura da Fundao de Apoio  Escola Tcnica (RJ)
  Coordenadora de Lngua Portuguesa do Colgio Sion -- Ensinos Infantil, Fundamental e Mdio (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa, Redao e Literatura do Colgio Sion -- Ensinos Fundamental e Mdio (RJ)

Maria de Lourdes Russo
  Mestre em Lngua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro -- UERJ (RJ)
  Graduada em Lngua Portuguesa e Literatura pela UERJ (RJ)
  Professora de Lngua Portuguesa e Metodologia da Pesquisa na Universidade Cndido Mendes (RJ)
  Professora do projeto Oficina de Textos para Ensino Fundamental da rede pblica municipal do Rio de Janeiro (RJ)

Lucina Maria Marinho Passos
  Ps-graduada em Lngua Portuguesa pela Faculdade de Cincias Humanas da Universidade Catlica de Minas Gerais,
  com especializao em Educao Pr-escolar -- Secretaria de Estado da Educao (MG)
  Licenciada em Letras -- Portugus/Francs pela Faculdade de Filosofia, Cincias e Letras de Belo Horizonte (MG)
<p>
                             III
  Professora concursada de Lngua Portuguesa, Literatura Brasileira e Lngua Francesa no Ensino Fundamental e Mdio do Estado (MG)
  Professora de Lngua e Literatura Portuguesa no Ensino Mdio do Estado (RJ)
  Autora de livros didticos e de literatura infantil
<p>
  Agradecemos a todos os alunos e
colegas professores que
compartilharam durante anos as
dificuldades e as descobertas
dessa maravilhosa experincia que
 conviver, no dia-a-dia, com a
lngua portuguesa.
  Agradecemos especialmente a
nossas crianas, hoje no to
crianas, que estimularam e
continuam estimulando nossa
crena de que  possvel educar e
transformar o ser humano, e
faz-lo mais feliz.

<p>
                               V
          Dados Internacionais de 
          Catalogao na Publicao (CIP)
          (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
 Fittipaldi, Anina
  Alegria de saber : portugus, 2 srie : ensino fundamental / Anina Fittipaldi,
Maria de Loudes Russo, Lucina Maria marinho Passos. -- So Paulo : Scipione, 2004. -- (Coleo Alegria de saber)

  1. Portugus (Ensino fundamental) I. Russo, Maria de Lourdes. II. Passos, Lucina Maria marinho. III. Ttulo. IV. Srie.

04-3412                  CDD-372-6
          ndice para catlogo sistemtico:
          1. Portugus : Ensino fundamental 372.#f
<p>
Apresentao

  Caro estudante:
  Esta coleo  um convite a uma viagem inesquecvel ao
universo da comunicao.
  Ao longo desse percurso, voc vai passar pelos mltiplos
caminhos da linguagem brincando, conhecendo textos e autores
variados, debatendo diferentes assuntos
da atualidade e tendo a oportunidade de aprender a usar
inmeras ferramentas do universo da leitura e da escrita, que
vo lev-lo sempre a uma descoberta
  Neste livro voc ter a oportunidade de explorar textos,
como um viajante que vai acrescentando a sua bagagem um
jeito novo de ser e de estar no mundo. Encontrar sempre um
desafio, uma diverso, uma nova informao que vai prepar-lo
para interagir com outras pessoas, trocando idias, registrando
vivncias e sensaes, argumentando, pesquisando, construindo
sua histria de leitor e 
<p>
                             VII
produtor de textos.
  Preparamos um roteiro especial
para algum especial: voc, que
espera aprender imaginando,
sonhando, se divertindo, se
emocionando, enfim,
descobrindo o sabor da
leitura e da escrita!
  Convite feito! Ento, 
hora de abrir o livro e
comear a viagem!

As autoras
<p>
<p>
                              IX
<R+>
Sumrio Geral

Primeira Parte

Unidade 1

Palavras, muitas palavras...

 Uma atividade diferente :::: 1  
 Roda de leitura  ::::::::::: 4  
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 5  
 "As coisas que a gente 
  fala", Ruth Rocha   
 Discutindo as idias do 
  texto
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 10  
 Vamos ler 2  :::::::::::::: 15  
 "Marcelo, marmelo, 
  martelo e outras 
  histrias", Ruth Rocha   
 Seguindo as pistas do texto   
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Agora voc escreve ::::::::: 20 
 Avaliando o texto   
 Trabalhando a oralidade :::: 21
 Divertimento  :::::::::::::: 22  
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 23  
 Na ponta da lngua ::::::::: 23  
 Curiosidade :::::::::::::::: 28  
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 32  
 Agora voc escreve ::::::::: 33  
 Avaliando o texto   
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 34  
 "A revolta das palavras", 
  Jos Paulo Paes   
 Seguindo as pistas do texto   
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 38  
 "Carta", Monica Stahel  
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Trabalhando a oralidade :::: 41  
 Agora voc escreve ::::::::: 41  
 Uma atividade diferente :::: 42  

 Unidade 2

Ploc... tchum... zum...
   
 Uma atividade diferente :::: 43   
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 44  
<p>
                              XI
 "Barulhinhos do silncio", 
  Sonia Salerno Forjaz  
 Seguindo as pistas do texto   
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 47
 "Grilo grilado", Elias 
  Jos
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Trabalhando a 
  oralidade ::::::::::::::::: 50
 Divertimento ::::::::::::::: 52
 Agora voc escreve ::::::::: 52
 Avaliando o texto
 Curiosidade :::::::::::::::: 53
 Divertimento ::::::::::::::: 55
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 55
 Na ponta da lngua ::::::::: 58
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 59
 "Audio", Mandy Suhr e 
  Mike Gordon
 Discutindo as idias do 
  texto
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 61
 Roda de leitura :::::::::::: 62
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 63
 Divertimento ::::::::::::::: 64
 Trabalhando a 
  oralidade ::::::::::::::::: 67
 Agora voc escreve ::::::::: 68
 Avaliando o texto
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 70
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 70
 "Chiquinha Gonzaga", 
  Edinha Diniz e Angelo 
  Bonito
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 74
 Avaliando o texto
 Na ponta da lngua ::::::::: 76
 Uma atividade diferente :::: 77

 Unidade 3

Meios de Comunicao

 Uma atividade diferente :::: 78
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 80
 "O livro dos gestos e dos 
  smbolos", Ruth Rocha e 
  Otavio Roth
<p>
                            XIII
 Discutindo as idias do 
  texto
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 83
 Divertimento ::::::::::::::: 83
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 84
 "Quadrinho, Toda Mafalda", 
  Quino 
 "Calvin e Haroldo", 
  Watterson
 Trabalhando a oralidade :::: 86
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 87
 Anncios
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 91
 Agora voc escreve ::::::::: 92
 Avaliando o texto
 Trabalhando a oralidade :::: 93
 Na ponta da lngua ::::::::: 98
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 99
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 101
 Roda de leitura :::::::::::: 102
 Curiosidade :::::::::::::::: 104
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 105
 "O caso das bananas", 
  Milton Clio de Oliveira 
  Filho e Mariana Massarani
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 108
 Avaliando o texto
 Divertimento ::::::::::::::: 108
 Curiosidade :::::::::::::::: 109
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 112
 Uma atividade diferente :::: 114

Segunda Parte

Unidade 4

De olho no mundo

 Uma atividade 
  diferente ::::::::::::::::: 117
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 118
 "Azul e lindo: planeta 
  Terra, nossa casa", Ruth 
  Rocha e Otavio Roth
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Texto dialoga com texto :::: 121
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 124
 Trabalhando a oralidade :::: 125
<p>
                             XV
 Agora voc escreve ::::::::: 125
 Divertimento ::::::::::::::: 126
 Roda de leitura :::::::::::: 127
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 130
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 133
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 135
 "Dinossauros salvem a 
  Terra!", Laurie Krasny 
  Brown e Marc Brown
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Na ponta da lngua ::::::::: 139
 Curiosidade :::::::::::::::: 140
 Agora voc escreve ::::::::: 141
 Avaliando o texto
 Texto dialoga com texto :::: 144
 Agora voc escreve ::::::::: 147
 Uma atividade diferente :::: 147

Unidade 5

Risos... Sorrisos

 Uma atividade diferente :::: 149
 Agora voc escreve ::::::::: 150
 Avaliando o texto
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 151
 "A risada de Biriba", 
  Isabel Botelho
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Trabalhando a oralidade :::: 156
 Agora voc escreve ::::::::: 157
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 158
 Divertimento ::::::::::::::: 158
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 159
 "A lebre e a tartaruga"
  Jean de La Fontaine
 Discutindo as idias do 
  texto
 Curiosidade :::::::::::::::: 162
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 165
 Roda de leitura :::::::::::: 165
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 169
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 171
 "A vaca", Millr Fernandes
 Discutindo as idias do 
  texto
 Na ponta da lngua ::::::::: 172
 Agora voc escreve ::::::::: 174
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 175
 "O livro do riso do Menino 
<p>
                            XVII
  Maluquinho", de Ziraldo
 Discutindo as idias do 
  texto
 Trabalhando a oralidade :::: 177
 Uma atividade diferente :::: 180

Unidade 6

Diferentes... Iguais... ou 
  somente um jeito de ver!

 Uma atividade diferente :::: 182
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 184
 "Mas que festa!", Ana 
  Maria Machado
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Textos do dia-a-dia :::::::: 188
 Trabalhando a oralidade :::: 195
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 196
 Na ponta da lngua ::::::::: 197
 Agora voc escreve ::::::::: 198
 Avaliando o texto
 Divertimento ::::::::::::::: 199
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 200
 "O pilo e a rede", Lcia 
  Pimentel Ges
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Trabalhando a oralidade :::: 204
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 206
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 206
 "Cafute & Pena-de-Prata", 
  Rachel de Queiroz
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Roda de leitura :::::::::::: 210
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 213
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 216
 "Os gmeos corintianos", 
  Anna Flora
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Na ponta da lngua ::::::::: 219
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 220
 Agora voc escreve ::::::::: 221
 Avaliando o texto
 Uma atividade diferente :::: 222

<p>
                             XIX
 Terceira Parte

Unidade 7

Sonhos muitos sonhos...

 Uma atividade diferente :::: 223
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 224
 "As bolhas de sabo", 
  texto de uma aluna 
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 226
 Avaliando o texto
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 228
 "Bolhas", Ceclia 
  Meireles
 Seguindo as pistas do texto
 Na ponta da lngua ::::::::: 230
 Divertimento ::::::::::::::: 230
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 232
 Trabalhando a oralidade :::: 234
 Divertimento ::::::::::::::: 238
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 239
 Poema, Roseana Murray
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 242
 Texto dialoga com texto :::: 242
 Agora voc escreve ::::::::: 248
 Avaliando o texto
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 249
 Roda de leitura :::::::::::: 250
 Divertimento ::::::::::::::: 252
 Uma atividade diferente :::: 254

Unidade 8

Mudanas... mudanas...

 Uma atividade diferente :::: 256
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 258
 "Mudanas no galinheiro, 
  mudam as coisas por 
  inteiro", Sylvia Orthof
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 263
 Na ponta da lngua ::::::::: 268
 Divertimento ::::::::::::::: 268
 Agora voc escreve ::::::::: 270
<p>
                             XXI
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 270
 "O rei que no sabia de 
  nada", Ruth Rocha
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Textos do dia-a-dia :::::::: 274
 Agora voc escreve ::::::::: 275
 Avaliando o texto
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 276
 Roda de leitura :::::::::::: 277
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 280
 Agora voc escreve ::::::::: 281
 Avaliando o texto
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 282
 Trabalhando a 
  oralidade ::::::::::::::::: 284
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 287
 "De bem com a vida", 
  Bia Hetzel
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 289
 Avaliando o texto
 Uma atividade diferente :::: 289

 Unidade 9

O tempo corre... O tempo 
  voa...

 Uma atividade diferente :::: 292
 Vamos ler 1 ::::::::::::::: 294
 "Conversas de antigamente", 
  Ana Maria Machado
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Curiosidade :::::::::::::::: 298
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 299
 Agora voc escreve ::::::::: 301
 Trabalhando a oralidade :::: 301
 Vamos ler 2 ::::::::::::::: 303
 "Seu Vento soprador de 
  histrias", Ftima Miguez
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 307
 Avaliando o texto
 Divertimento ::::::::::::::: 308
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 308
 Na ponta da lngua ::::::::: 310
<p>
                           XXIII
 Ateno  fala e  
  escrita ::::::::::::::::::: 311
 Vamos ler 3 ::::::::::::::: 312
 "Areia e gua", Roberto 
   Verschleisser
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Divertimento ::::::::::::::: 314
 Trabalhando a oralidade :::: 317
 Detalhe puxa detalhe ::::::: 317
 Roda de leitura :::::::::::: 318
 Texto do dia-a-dia ::::::::: 320
 Agora voc escreve ::::::::: 321
 Vamos ler 4 ::::::::::::::: 321
 "Meus oito anos", Casimiro 
  de Abreu
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto
 Agora voc escreve ::::::::: 323
 Avaliando o texto
 Uma atividade diferente :::: 324
<R->
<p>
<p>
                             XXV
<R+>
Nota de transcrio:
   Nesta obra, as palavras abaixo enumeradas tm estes sentidos:   
 1 -- Cena: lugar onde acontece algum fato.
 2 -- Ilustrao, imagem: figuras usadas para exemplificar ou reforar
uma idia ou um texto.
 3 -- Lacuna: espao que dever ser preenchido de acordo com a
indicao do exerccio.
 4 -- Legenda: texto explicativo de: foto, gravura, ilustrao, quadro.
etc. 
 6 -- Tirinha: seqncia de poucos quadrinhos, formando uma 
histria.    
<R->
<p>
<7>
<Tale. saber 2 srie> 
<T+1>
Unidade 1

Palavras, muitas palavras...

  O tema desta unidade  a palavra.
  Voc j sabe muitas coisas sobre a palavra,
mas agora vai aprender mais...
  As palavras formam frases e textos. Elas so
ditas e escritas de muitas maneiras: pode ser de
um jeito potico, srio, engraado, informal...

<8>
Uma atividade diferente

  Faa um teste sobre as palavras!

O gato curioso

 Era uma vez era uma vez
 um gato siams.

 Por ser engraadinho,
  chamado de Gatinho.
<p>
 
 Alm de ser carinhoso,
 ele  muito curioso.

 Nada se pode fazer
 que ele no deseje ver.

 Se algum mexe na estante,
 est l no mesmo instante.

 Se vo consertar a pia,
 est ele l de vigia.

 E o resultado  que quando
 viu seu dono consertando

 a tomada da parede,
 meteu-se, com tanta sede,

 a cheirar tudo que -- nhoque!
 levou um baita de um choque!

 E pensa que ele aprendeu?
 Mais fcil aprendia eu!
<p>
 
 Mantm-se o mesmo abelhudo
 que quer dar conta de tudo.

<R+>
Ferreira Gullar. *Um gato chamado Gatinho*.
Rio de Janeiro: Salamandra, 2000.
<R->

<9>
<R+>
 1. Das palavras abaixo, qual  a nica que no caracteriza o 
  gato? 
 gato siams -- gato esquisito -- gato curioso
 2. No segundo verso, que palavra rima com Gatinho?
 3. Releia o verso: est ele l de vigia.
  Que palavra do poema confirma
a idia do verso acima?
 maluco -- esquisito -- abelhudo
 4. De que modo o gato  tratado no poema?
 com raiva -- com afeto -- com tristeza
<R->
  Confira o resultado do teste no fim da pgina 4.
  E ento, quantas acertou?

  Se acertou 4 itens -- Voc conhece muito bem as palavras.
  Se acertou 2 ou 3 -- Voc conhece as palavras e vai conhecer muito mais!!!
  Se voc acertou 1 -- Ah! Voc vai aprender muitas coisas sobre as palavras!!!

<10>
Roda de leitura

  Esta Roda de leitura tem um caminho especial: da imagem at a palavra.
  As imagens so do livro A palavra, de Humberto Guimares.
  Converse com seus colegas sobre as ilustraes. O que vocs acham:
so bonitas, so alegres ou so tristes?
  Alm disso, o importante  dizer o que cada imagem sugere a vocs,
se elas formam uma histria ou no...

 Resultado: 
 1. esquisito 2. engraadinho 
  3. abelhudo 4. com afeto
<L>
  E ento, o que perceberam nas imagens? 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<11>
Vamos ler 1

  Antes de ler o poema, que tal brincar de telefone-sem-fio?
  Faam uma fila. O primeiro da fila diz uma frase no ouvido do colega que
est a seu lado, e assim por diante, at chegar ao ltimo da fila, que ter de
dizer, em voz alta, o que ouviu. Foi a mesma frase que comeou a brincadeira?
  Ser que as pessoas entendem o que a gente diz do jeito que queremos?

As coisas que a gente fala

 As coisas que a gente fala
 saem da boca da gente
 e vo voando, voando,
 correndo sempre pra frente.
 Entrando pelos ouvidos
 de quem estiver presente.

 Quando a pessoa presente
  pessoa distrada
 no presta muita ateno.
 Ento as palavras entram
 e saem pelo outro lado
 sem fazer complicao.

 Mas s vezes as palavras
 vo entrando nas cabeas,
 vo dando voltas e voltas,
 fazendo reviravoltas
 e vo dando piruetas.

 Quando saem pela boca
 saem todas enfeitadas. 
 Engraadas, diferentes,
 com palavras penduradas.

 Mas depende das pessoas
 que repetem as palavras.
 Algumas enfeitam pouco.
 Algumas enfeitam muito.
<p>
 
 Algumas enfeitam tanto,
 que as palavras -- que
 engraado!
 -- nem parecem as palavras
 que entraram pelo outro lado.

 E depois que elas se espalham,
 por mais que a gente procure,
 por mais que a gente recolha,
 sempre fica uma palavra,
 voando como uma folha,
 caindo pelos quintais,
 pousando pelos telhados,
 entrando pelas janelas,
 pendurada nos beirais.

 Por isso, quando falamos,
 temos de tomar cuidado.
 Que as coisas que a gente fala
 vo voando, vo voando,
 e ficam por todo lado.
<p>
 E at mesmo modificam
 o que era nosso recado.

<R+>
Ruth Rocha. *As coisas que a gente fala*.
Rio de Janeiro: Salamandra, 1998.
<R->

<12>
Discutindo as idias do texto

<R+>
 1. Releia o poema e, no caderno, desenhe o que cada estrofe sugere.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Observe que algumas frases podem explicar de outra maneira as idias
apresentadas nos versos do poema.
  Copie os versos que indicam as idias abaixo:
 a) as palavras ditas so ouvidas por diferentes pessoas.
 b) as pessoas alteram, muito ou pouco, as mensagens que ouvem.
 c) algumas pessoas modificam totalmente o que foi dito.

 3. Que linguagem foi usada no poema para mostrar ao leitor que se pode mudar a mensagem ouvida?
 agressiva -- suave e delicada -- potica e com muitas rimas

 4. Cada escritor decide a forma de escrever seu texto. Como a autora
escreveu suas idias?
  Copie as respostas certas.
 a) Escreveu um poema em versos, formando estrofes.
 b) Dividiu o poema em seis pargrafos.
 c) Rimou as palavras da maioria dos versos.

 5. No final do poema, Ruth 
  Rocha d um conselho.
 a) Que conselho  esse?
 b) O que voc acha desse conselho?

<13>
<p>
Detalhe puxa detalhe

 1. Com um colega, reescreva as frases abaixo suavizando as idias por elas
expressas: 
 a) Aquela menina  fofoqueira. 
 b) O garoto roubou um lpis.
 c) Voc errou tudo na prova! 
 d) Seu irmo  muito feio! 

 2. Agora, imagine que voc est com muita pressa, mas h vrias pessoas
na sua frente, andando bem devagar. Voc precisa pedir a essas pessoas
que saiam da sua frente.
  Como voc pediria isso para:
 a) seu professor?
 b) uma senhora que voc no conhece?
 c) seu colega de classe?

<14>
 3. Veja o jeito como Z Lel pediu ao Chico Bento um lugarzinho na rede.

_`[{histria em 8 quadrinhos com a personagem Chico Bento, de
     Mauricio de Sousa.
 1 quadrinho  Chico Bento ajeita uma rede entre duas rvores e
diz:
     Ai, ai... Nada mior que uma rede disps do armoo!
 2 quadrinho  Subindo na rede, ele fala:
     Quando as pestana comea a fic pesada, ta na hora di tir 
um cochilo!
 3 quadrinho  Chico est deitado na rede, dormindo e ressonando: 
Z z z
 4 quadrinho  Z Lel aproxima-se, com jeito sonolento, e ao ver 
Chico Bento na rede, comenta:
     Ai, ai... Tudo o qui eu quiria! Uma rede pra drumi disps do 
armoo!
 5 quadrinho  Z Lel tenta acomodar-se na rede e diz pra Chico 
Bento:
     Chega mais pra l, vai!
    Chico reclama:
     Ara, qui abusado! Quem ti convido?
    Chegam dois meninos, e, ao ver a rede, um deles aponta,
falando:
     Oia s! Uma rede!
    O outro conclui:
     Era o qui eu tava precisando!
 6 quadrinho  Os dois meninos sobem na rede, enquanto Z 
  Lel pergunta, contrariado:
     Ei! Ei! Donde ocis dois viero?
    Chico Bento, zangado, reclama:
     Aqui num cabe mais ningum! 
    Um dos meninos revida:
     Deixa di s egosta, Chico! Nis tamm somo fio de Deus!...
 7 quadrinho  Ouve-se o barulho de alguma coisa se quebrando-se:
     CRAK.
 8 quadrinho  Vem-se Chico Bento, Z Lel e os dois meninos 
cados no cho, amontoados uns sobre os outros, zonzos, com
os galhos que sustentavam a rede por cima. Uma menina passa 
e, ao v-los deitados, comenta:
      lasquera! Todo mundo tirando aquele cochilo dispois do 
armoo! Eita vida boa!_`]

Mauricio de Sousa. *Chico 
  Bento*. ~,www.monica.com.br~, Acesso: 23 nov. 2004.
<R->

<15>
  Escreva:
<R+>
 a) o quadrinho que mostra o sono do Chico.
 b) o quadrinho que mostra a queda dos meninos.
  Converse com o professor e responda: de que maneira os sons foram
representados?
<p>
 4. Os quadrinhos mostram o jeito de Z Lel, Chico Bento e seus amigos se
expressarem.
<R->

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l    Voc sabia que existem    _
l  diferentes jeitos de falar   _
l  nossa lngua?                _
l    Cada regio, cada grupo,  _
l  fala de uma determinada      _
l  maneira.                     _
l    J na escrita, a maioria  _
l  dos livros usa um jeito      _
l  chamado de *uso padro*.     _
l    E na sua cidade, como as  _
l  pessoas falam?               _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Associe as falas das personagens s formas do uso padro:

<R+>
Coluna A
 1) Ara que abusado! Quem ti
convido?
 2) Ei! Ei! Di onde oceis dois viero?
 3) Uma rede pra drumi dispois
do armoo!
<p>
Coluna B
 1) Ei! Ei! De onde vocs dois vieram?
 2) Uma rede para dormir depois
do almoo!
 3) Ora, que abusado! Quem te
convidou?
<R->

Vamos ler 2

  Todas as coisas possuem um nome: pessoas, ruas, animais, sentimentos,
qualidades, aes...
  Voc sabe como foram dados os nomes s coisas? Tem alguma curiosidade sobre as palavras?

<16>
Marcelo, marmelo, martelo e 
  outras histrias

  Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
  -- Papai, por que  que a chuva cai?
  -- Mame, por que  que o mar no derrama?
  -- Vov, por que  que o cachorro tem quatro pernas?
  As pessoas grandes s vezes respondiam.
  s vezes, no sabiam como responder.
  -- Ah, Marcelo, sei l...
  Uma vez, Marcelo cismou com o nome das coisas: (...)
  -- Papai, por que  que mesa chama mesa?
  -- Ah, Marcelo, vem do latim.
  -- Puxa, papai, do latim? E latim  lngua de cachorro?
  -- No, Marcelo, latim  uma lngua muito antiga.
  -- E por que  que esse tal de latim no botou na mesa nome de
cadeira, na cadeira nome de parede, e na parede nome de bacalhau?
  -- Ai, meu Deus, este menino me deixa louco!
  Da a alguns dias, Marcelo estava jogando futebol com o pai:
  -- Sabe, papai, eu acho que o tal de latim botou nome errado
nas coisas. Por exemplo: por que  que bola chama bola?
  -- No sei, Marcelo, acho que bola lembra uma coisa redonda,
no lembra?
  -- Lembra, sim, mas... e bolo?
  -- Bolo tambm  redondo, no ?
  -- Ah, essa no! Mame vive fazendo bolo quadrado...
  O pai de Marcelo ficou atrapalhado.
  E Marcelo continuou pensando:
  Pois , est tudo errado! Bola  bola,
porque  redonda. Mas bolo nem sempre  redondo.
E por que ser que a bola no  a mulher do bolo?
E bule? E belo? E bala? Eu acho que as coisas deviam ter
nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo, devia chamar
sentador, no cadeira, que no quer dizer nada. E travesseiro? Devia
chamar cabeceiro, lgico! Tambm, agora, eu s vou falar assim.

<r+>
Ruth Rocha. *Marcelo, marmelo, martelo e outras histrias*. Rio de Janeiro: Salamandra,
1976.
<r->

<17>
Seguindo as pistas do texto

<r+>
 1. Na histria aparecem a fala e o pensamento das personagens.
 a) Que sinal indica a fala dessas personagens?
 b) Para marcar o comeo e o fim do pensamento de Marcelo, um
outro sinal foi usado pela autora. Que sinal  esse?
 c) Observe que existem partes na histria em que as personagens
deixam de falar e surge o narrador contando a histria.   
  Copie esses
trechos.
 d) Diga quantos pargrafos h no texto.

2. Copie a frase cuja palavra destacada indica que
Marcelo estranhava o nome dos objetos.
 a) Marcelo vivia fazendo 
*perguntas*.
 b) Uma vez Marcelo *cismou* com o nome das coisas.
 c) Marcelo continuou *pensando*...
<p>
Discutindo as idias do texto

 1. Quem  a personagem principal da histria? Que caracterstica dessa
personagem fica evidente no incio do texto?
 2. O menino quer tirar suas
dvidas dialogando com o pai.
  Qual  a maior dvida de 
  Marcelo?
 3. De acordo com o pai de 
  Marcelo, de onde vm os nomes das coisas?
 4. Como Marcelo acha que devem ser dados nomes para as coisas?
 5. Voc acha que o garoto est certo e que todas as palavras deveriam
lembrar o objeto a que do nome?

 6. Copie as observaes que se referem ao texto lido:
 a) os dilogos reproduzem a fala das personagens;
 b) os dilogos iniciam diferentes pargrafos;
<p>
 c) a autora usou nos dilogos um jeito muito potico.
<r->

<18>
Agora voc escreve

  Ruth Rocha, no final da histria, convida os leitores a escreverem...

  Por que  que voc no escreve a histria de um menino, ou de uma menina, que tambm inventou um jeito diferente de falar?
  Depois, mostre sua histria  sua professora.

<r+>
Ruth Rocha. *Marcelo, marmelo, martelo e outras histrias*. Rio de Janeiro: Salamandra, 1976.
<r->

  Convite feito, vamos escrever a histria!
  Depois de pronta, leia a histria para a classe e verifique o jeito de falar que cada um inventou.
<p>
Avaliando o texto

<r+>
 1. Voc conseguiu criar a histria de algum que inventou um jeito de
falar? Que jeito foi esse?
 2. Como comeou sua histria? E como ela terminou?
 3. Voc escreveu sua histria em versos ou em prosa? Se escreveu em
prosa, dividiu o texto em pargrafos? Se escreveu em versos, agrupou-os
em estrofes?
 4. As palavras do texto foram escritas corretamente?
<r->

Trabalhando a oralidade

  A classe vai fazer uma leitura dramatizada do texto Marcelo, marmelo,
martelo.
  O professor ir dividir a turma em grupos: um grupo ler a parte que
corresponde ao narrador; o outro grupo ser o pai; o outro ser o
Marcelo e um grupo de 
 meninas ler a fala da me de 
 Marcelo.

<19>
Divertimento

  O texto abaixo foi escrito sem que o autor o dividisse em pargrafos.
  Com um colega, voc vai ler o texto e propor uma diviso em
pargrafos de acordo com os assuntos do texto.
  Copie o texto dividido em pargrafos e mostre
para a classe, explicando a diviso que vocs fizeram.

 Era uma vez um rei mando. Ou melhor: era, mais uma vez, um rei mando. Pois ... Mandar  a sina dos reis, e muitos exageram.
 O nosso, por exemplo, acreditava que era o dono de tudo,
inclusive da verdade. Um dia, resolveu castigar quem falasse
mentira. C entre ns, ele queria era castigar quem no
concordasse com ele. Reuniu os ministros e avisou que, daquele minuto em diante, quem fosse pego falando mentira ficaria proibido de dizer qualquer palavra.

Ateno  fala e  escrita

  No trecho inicial, escreva as palavras que terminam
com a letra R.
  Releia o trecho e veja como essas palavras so pronunciadas durante a
leitura.
  Que diferena voc percebe entre essas palavras quando voc as
escreve e quando voc as l em voz alta?

Na ponta da lngua

  A histria de Marcelo causa curiosidade sobre as palavras, no ?
  Existe um livro especial que estuda as palavras, as frases. Este livro se
chama *gramtica*.
  Veja como a gramtica estuda as palavras que servem para dar nomes s coisas.

  A gramtica chama de *substantivo* toda palavra que d nome a coisas de uma maneira geral: pessoas, lugares, sentimentos e aes.

<20>
<r+>
 1. Na histria de Marcelo, existem muitos substantivos.
 a) Encontre no texto:
  substantivos que indicam pessoas;
  substantivos que indicam objetos;
  substantivos que indicam comidas.
 b) Observe a diferena na escrita da
primeira letra nos substantivos
que indicam pessoas:
<r->

Marcelo -- menino -- pai -- me

  O que voc conclui sobre o uso da letra maiscula nesses substantivos?
  Agora, com o professor, estabelea a diferena entre substantivo
prprio e substantivo comum.
<r+>
 c) Com o colega, tente descobrir:
  o substantivo que d nome ao lugar onde se estuda;
  o substantivo que d nome  ao de correr.

 2. Releia esta pergunta de 
  Marcelo:
  E por que ser que a bola no  a mulher do bolo?
  Por que Marcelo achava que a bola poderia ser mulher do bolo?
  Veja como os substantivos se alteram no masculino e no feminino.
  Observe:
 a bola -- palavra feminina 
 o bolo -- palavra masculina
 a me -- palavra feminina
 o pai -- palavra masculina
 a menina -- palavra feminina
 o menino -- palavra masculina
 a tribo -- palavra feminina
 o lpis -- palavra masculina

  Responda:
 a) Quando um substantivo pode ser chamado de feminino?
 b) E quando um substantivo  masculino?

<21>
 3. Continue fazendo descobertas sobre os substantivos.   
  Reescreva, o trecho a seguir, substituindo Gabriela por Gabriel e
fazendo os ajustes necessrios:
<r->
  Gabriela menina, Gabriela levada. , menina encapetada...
  Gabriela sapeca:
  -- Menina, como  que voc se chama?
  -- Eu no me chamo, no, os outros 
que me chamam Gabriela.
  Gabriela serelepe:
  -- Menina, para onde vai essa rua?
<p>
  -- A rua no vai, no, a gente  que vai nela.

<r+>
Ruth Rocha. Teresinha e Gabriela. In: *Marcelo, 
  marmelo, martelo e outras 
  histrias*. Rio de Janeiro: Salamandra, 1976.

 4. Faa o mesmo substituindo Gabriela por Clarice e 
  Jlia.
 5. Agora substitua menina por menininha.
 6. Todas as palavras das frases se alteram quando voc faz as substituies?

 7. Observe as alteraes feitas em menina. Agora, leia as frases abaixo e
escreva as corretas.
 a) Os substantivos podem passar do masculino para o feminino e vice-versa.
 b) Os substantivos podem passar do tempo passado para o tempo presente.
 c) Os substantivos podem indicar singular ou plural.
 d) Os substantivos podem alterar seu valor com o acrscimo da
terminao -inho/-inha.

 8. Pesquise em uma gramtica, jornais e revistas outros
substantivos masculinos, femininos, com e sem a
terminao em -inho. Traga para a classe conhecer.
<r->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Se voc quiser saber como  _
l  termina a histria de         _
l  Marcelo, leia o livro        _
l  Marcelo, marmelo, martelo e  _
l  outras histrias, de Ruth    _
l  Rocha, publicado pela        _
l  editora Salamandra.          _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<22>
Curiosidade

  Veja o que aconteceu com Cebolinha depois que teve uma idia parecida com a do Marcelo da histria...

<R+>
Cebolinha em A Nova Lngua

_`[{histria em quadrinhos de 
  Mauricio de Sousa.
  Cebolinha pede ao sorveteiro:
   Quelo um solvete de molango!
  O homem acha engraado ele falar daquele jeito e ri:
   Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah!
   Posso saber qual  a glaa?
    que voc fala errado, troca os erres pelos eles! E isso se
torna engraado!
  Cebolinha afasta-se zangado, tomando o sorvete e 
resmungando:
   Hunf! No vejo piada alguma!
  No caminho, Cebolinha encontra uma moa conversando com 
seu filhinho:
   Carro, sapato, sorvete.  Fala o menino.
   Que bonito! Est aprendendo a falar direitinho!
   Gravata! Espelho!
   Eh, Eh! At os erres pronuncia direito! Diz a me, orgulhosa.
   Assim no vale! Isso foi indileta!  Reclama Cebolinha.
   Ah, selia to to bom se o Poltugus no tivesse os eles, 
nem os eles!
  Casco espantado, se aproxima e pergunta:
   Xiii, Cebolinha! Se engasgou com o palito de sorvete? 
   Que nada! Estou aplendendo uma nova lngua! 
   E o que voc disse?
   Sei l! Ainda no aplendi a tladuo!
   Boc! Exclama Casco, se afastando.
   Xzhfmwctao, tvuk!  Continua Cebolinha.
  Mnica chega e, ao ouvir o que o menino diz, bate nele com
seu coelhinho e reclama se afastando:
   Que coisa, Cebolinha! Falando palavro no meio da rua! E 
deve ser bem feio! Eu nem conheo!
   Isso no vai me fazer desistir! Vou continuar inventando a 
nova lngua! Caexmqtomdgzatw!
  Muito tempo depois, aps passar por adultos e crianas que no
entendem o que ele diz, Cebolinha pula de alegria, dizendo:
   Xuzpq! Xuzpq! (traduo: Consegui! Consegui!).
  De repente, Cebolinha para, pensativo. Senta numa pedra e diz:
   Xvmot pctn? Tuqpmg hadvictp znfav? (traduo: E agola?  
  Com quem vou convelsar?)_`]
<R->

  Troque idias com o colega:
  Como Cebolinha se sentiu depois de inventar uma lngua s sua?
  Uma lngua pode ser de uma nica pessoa? Por qu?

<24>
<p>
Detalhe puxa detalhe

  A autora de As coisas que a gente fala e Marcelo, marmelo, martelo
 Ruth Rocha. Observe como se escreve sobre a vida de uma pessoa:

  Ruth Rocha nasceu em So Paulo, no bairro de Vila 
 Mariana. Desde
pequena, tinha muitos amigos e adorava brincar de amarelinha, de
pegador, de roda, de bonecas. Tambm gostava muito de
andar de bicicleta no Parque do Ibirapuera, ler gibis e
revistas e assistir a muitos filmes nas matins do cinema
Phoenix. Seus livros passam s crianas e aos jovens
um pouco da felicidade de sua infncia.

  O texto que traz informaes sobre a vida de uma pessoa  chamado de *biografia*.
<p>
Agora voc escreve

  Que tal escrever uma biografia?
  Escolha uma pessoa que voc admire: algum de sua casa, um amigo
mais velho, seu professor. Faa uma entrevista com essa pessoa e anote as
respostas: nome completo, quando e onde nasceu, o que estudou, onde
trabalha, o que considera importante na vida. Depois, escreva a biografia.

Avaliando o texto

<r+>
 1. Voc deu um ttulo para seu texto?
 2. Fez pargrafos toda vez que iniciou um assunto?
 3. Contou a vida da pessoa escolhida?
 4. Escreveu corretamente as palavras?
<r->
  Depois, copie a biografia e presenteie a pessoa
que voc entrevistou.

<25>
Vamos ler 3

  As palavras um dia se revoltaram! Voc acha isso possvel? Como seria
uma revolta entre elas? Elas lutariam ou iriam bater boca?

A revolta das palavras

  Como as personagens desta histria so palavras, nada mais
natural que ela acontea nas pginas de um dicionrio.
  O dicionrio  uma espcie de pomar. S que as suas rvores, em
vez de serem rvores de frutas, so rvores de palavras.
  Cada uma das letras do alfabeto  uma rvore onde esto
penduradas as palavras que comeam por essa letra. Assim, *abacate*
pertence  letra A, *banana*  letra B, *caqui*  letra C, e assim por
diante. (...)
  Pois bem: o dicionrio s funciona quando cada palavra est
corretamente classificada pela sua letra inicial. Se estiver classificada
por engano em alguma outra letra, a  muito difcil ach-la.
  Mas a dificuldade ser muitssimo maior
se a definio da palavra estiver trocada.
  Imaginem, por exemplo, que vocs vo
procurar na letra V a definio de
*verdade* e l encontram isto:
Idia, juzo ou opinio falsos.
  Claro que essa no  a definio de
*verdade*, e sim a definio de *mentira*,
pois falso  aquilo que no  verdadeiro.
  Felizmente, nos dicionrios, isso
nunca acontece. Mas costuma acontecer
muito na vida fora do dicionrio. E, toda
vez que acontece, engana as pessoas e
desmoraliza ou baguna o significado das palavras.
  Foi por causa disso que houve a Revolta das Palavras.
Um dia, elas se cansaram de estar sendo usadas de
maneira errada por pessoas sem escrpulo, que s queriam tirar
vantagens para si, sem se importar de causar prejuzo aos outros.

<r+>
Jos Paulo Paes. *A revolta das palavras*.
So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1999.
<r->

<26>
Seguindo as pistas do texto

<r+>
 1. O autor compara o dicionrio a um pomar.
 a) Voc sabe o que  um pomar? Converse com o professor.
 b) E ento, como voc explica essa comparao?

 2. Qual  o significado da palavra escrpulo em pessoa sem escrpulo?
 a) Procure, no dicionrio, o significado que se aplica ao texto.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<p>
 b) H alguma outra palavra no texto cujo significado voc no
entendeu? Que tal fazer, uma lista com essas palavras?
  Com um colega, procure-as no dicionrio. Depois, mostre a lista para
a classe.
 3. Volte ao texto e releia os pargrafos iniciados com:

  pois bem mas felizmente
  Qual dessas expresses apresenta idia de: 
 a) modo? 
 b) oposio? 
 c) explicao?

 4. Localize e registre:
 a) no segundo pargrafo, informaes que no so reais;
 b) no pargrafo 5, uma palavra que d idia de exagero. 

Discutindo as idias do texto

 1. De acordo com o texto, como se encontra uma palavra no dicionrio?
 2. Por que aconteceu a revolta das palavras?
 3. De acordo com o texto, por que as pessoas sem escrpulo trocam o
significado das palavras?
 4. No texto A revolta das palavras, as personagens participam ativamente
do texto ou h apenas a presena do narrador contando a histria?
<r->

<27>
Vamos ler 4

  Voc j leu uma carta? Sabe a maneira como ela deve ser escrita? A
linguagem da carta pode ser informal ou deve ser sria, formal? Existe uma
linguagem especial para se usar em uma carta?
  E o envelope, como deve
ser preenchido?

ngela

  Depois que voc foi embora para Ribeiro Preto, eu fiquei um tempo andando pela casa que nem barata tonta, achando tudo muito sem graa. Cada vez que eu pensava que ia ter que esperar at as outras frias pra brincar outra vez com voc, me dava vontade de sair gritando de raiva. Mame me deu um picol pra eu ficar mais contente, mas a raiva era tanta que eu mastiguei toda a ponta do pauzinho, at fazer uma franjinha. Mais tarde a Maria e a Cludia vieram me chamar pra brincar. Ns ficamos pulando corda na calada, e depois sentamos no muro e ficamos brincando de botar apelido nos meninos. (...)
  Eu voltei pra casa contente da vida, mas quando o Fbio
me viu foi dizendo: T tristinha porque a priminha foi embora? Vai ser ruim mexericar sozinha por a, n?
Ah, ngela, que raiva! s vezes d vontade de trocar esse irmo marmanjo por uma irm do meu 
<p>
tamanho, como voc! 

Um beijo da 
  Marisa

<r+>
Monica Stahel.
*Tem uma histria nas cartas da Marisa*.
So Paulo: Clube do Livro, 1986.

<28>
Discutindo as idias do texto

 1. O texto que voc leu  uma carta.
  Repare que, na carta, uma pessoa escreve para outra.
  Responda:
 a) quem escreve a carta?
 b) para quem a carta foi escrita?

 2. Qual  o assunto da carta?
 3. Que sentimentos esto expressos na carta?
 4. Que linguagem foi usada pelo autor no momento em que escreveu a
carta? Por qu?
<r->
<p>
Trabalhando a oralidade

  A classe ser dividida em dois grupos. Um deles ler a carta de forma a
expressar os sentimentos de Marisa; o outro ler o texto de forma
dramatizada, encenando as situaes apresentadas na carta.

<29>
Agora voc escreve

  Nesta atividade, voc vai escrever uma carta a um colega de classe.
  Conte, na carta, o que voc fez nas ltimas frias, se viajou para algum
lugar diferente, com quem foi, como foi a viagem; se no viajou, diga onde
brincou, qual foi a brincadeira mais interessante, a que programas de tev
assistiu... Use uma linguagem informal, afetiva.
<p>
  Ateno: sua carta deve conter algumas partes especiais:
<r+>
 1. a data em que est sendo escrita;
 2. o nome de quem ir receb-la;
 3. o assunto;
 4. a despedida;
 5. sua assinatura.
<r->

Bom trabalho!

  Coloque a carta em um envelope. Seu professor vai ajudar a preench-lo.

<30>
Uma atividade diferente

  Organize com o professor uma visita a uma agncia dos Correios de
seu bairro.
  Entreviste o responsvel pela agncia dos Correios e pea informaes
sobre os servios postais de sua cidade.
  Aproveite a visita para enviar a carta que voc escreveu a seu colega.
E aguarde, que logo voc vai receber uma tambm!
<L>
<31>
 Unidade 2

Ploc... tchum... zump...

  Esta unidade mostra os muitos barulhinhos
do mundo. Os sons esto em todo lugar: nas
palavras, na floresta, em casa, na rua e at em
nosso corpo.
  Vamos experimentar? Voc descobrir mil
barulhinhos, quer ver?

<32>
Uma atividade diferente

<r+>
 1. Oua sua voz. Use-a para dar um som aos desenhos. Siga as setas. 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Observe os sons que podem ser produzidos com folhas de papel.
  Dobre, rasgue, amasse, sopre e v inventando sons... S no se
esquea de deixar a sala arrumada depois...
 3. Perceba que o corpo humano tambm serve como instrumento
musical: estale os dedos, bata palmas, sapateie...
 4. Brincar com sons  bastante divertido. O professor vai escrever
no quadro vrias aes e voc vai fazer um som para cada uma delas:
dormir, correr em cima de folhas, comer biscoito, mascar chicletes,
andar a cavalo etc.
 5. Agora, fique em silncio. Oua os sons fora de sua sala. Voc consegue reconhec-los?
  O que voc sentiu com essas experincias? Registre em uma folha de papel e, depois, troque com o colega.
<r->

Vamos ler 1

  O silncio tem barulho? Que barulhos pode ter o silncio durante o
dia? E durante a noite?

<33>
<p>
Barulhinhos do silncio

  Os dois deitaram na cama do menino e, abraados, ficaram ouvindo
os tais barulhinhos da noite.
  -- Oua, Hugo. No  preciso ter medo. So barulhos que voc
pode distinguir muito bem. Sons que voc conhece.
  Nesse instante, eles ouviram um apito que fazia piuiii... piuiiii...
  -- Este  o seu Lourival -- disse
mame. -- O guarda-noturno fazendo sua ronda.
  -- Eu sei. Ele apita para avisar que est por perto.
  Em seguida, talvez por causa do apito do guarda,
Veludo, o cachorrinho da vizinha, comeou a latir.
Au, au, au. Au, auuuuu...

<r+>
Sonia Salerno Forjaz. *Barulhinhos do silncio*. So 
  Paulo: Moderna, 1989.
<r->
<p>
Seguindo as pistas do texto

<r+>
 1. Me e filho conversam durante a noite sobre o medo
que o garoto sente. O que ela diz para acalm-lo?
 2. Que sons eles ouviam?
<r->

  As palavras que imitam determinados
sons so chamadas de *onomatopias*.

<R+>
 3. Copie do texto as duas onomatopias e responda:
  Voc se assustaria se ouvisse esses sons  noite?

 4. Toda histria possui um narrador.
 a) Quem  o narrador desse texto?
 b) Com que tom o narrador conta a histria?

 5. As personagens falam nesse mesmo tom?
  Copie uma fala que justifique sua resposta.
<r->
<L>
<34>
Vamos ler 2

  Durante o dia e durante a noite, podemos ouvir os sons produzidos
por diferentes bichinhos.
  Voc sabe o nome do bichinho que faz cricri... cricri...?
  Leia o poema e descubra.

Grilo grilado

 O grilo
 coitado
 anda grilado
 e eu sei
 o que h.

 Salta pra aqui,
 salta pra ali.
 Cri-cri pra c,
 cri-cri pra l.

 O grilo
 coitado
 anda grilado
 e no quer contar.
<p>
 
 No fundo
 no ilude,
  s reparar
 em sua atitude
 pra se desconfiar.

 O grilo
 coitado
 anda grilado
 e quer um analista
 e quer um doutor.

 Seu grilo,
 eu sei:
 o seu grilo
  um grilo
 de amor.

<R+>
Elias Jos.
*Um pouco de tudo -- de bichos, de gente, de flores*.
10. ed. So Paulo: Paulus, 1998. (Ponto de encontro).
<R->
<p>
Seguindo as pistas do texto

<R+>
1. De acordo com o poema, o que quer dizer a palavra grilado? E a
palavra analista?
  Procure o significado dessas palavras no dicionrio.

_`[{caso no haja dicionrio em braille na sua escola, pea a seu 
professor que providencie um_`]

<35>
 2. Releia a ltima estrofe do poema.
 a) Nela, aparece trs vezes a palavra grilo. Escreva com base no poema, o sentido da palavra cada vez que ela aparece.
 b) Veja que a palavra seu foi escrita duas vezes nessa estrofe. Onde
ela pode ser substituda pela palavra senhor?
<p>
 3. O poema brinca com as palavras, faz um jogo com os sons que as
letras representam.
 a) Escreva, alguns dos jogos de sons que h no poema.
 b) O que esses jogos sugerem?

 4. Encontre nos versos do poema e
escreva:
 a) duas caractersticas do grilo;
 b) a ao que o grilo pratica.

Discutindo as idias do texto
 
 1. De acordo com o poema, o grilo tem
um problema. Que atitude do grilo
mostra que ele est "grilado"?
 2. Por que o grilo quer ir ao analista?
 3. Qual  o grande problema do grilo?
<R->

Trabalhando a oralidade

  Imagine que voc trabalha em uma emissora de televiso. Forme um
grupo com outros trs colegas e leiam a matria sobre a vida dos grilos.
No se esqueam de usar muitas imagens. Afinal, seu trabalho vai aparecer
na televiso de sua classe!

<36>
Cri-cri-cri

  Nem todos os grilos fazem cri-cri-cri. S os machos  que produzem som para atrair as fmeas. Eles fazem esse barulho esfregando uma asa contra a outra.
  A gente pode at no perceber, mas existem 2.400 espcies de grilos espalhadas pelo mundo. No Brasil a espcie mais comum  o grilo-preto.
  A maioria dos grilos tem hbitos noturnos e passa o dia escondida em buracos, sob as folhas ou nas frestas de pedras e muros. (...)
  Uma das habilidades do grilo  ser um bom saltador. Isso acontece graas a um terceiro par de patas, mais comprido e musculoso, que esse bichinho tem. Ao usar essas patas, ele chega a dar pulos que podem alcanar distncias cem vezes maiores que o comprimento de seu tamanho.

<r+>
*Stio do Picapau Amarelo especial*. So Paulo: Globo, 2001. n.o 2, p. 28.
<r->

Divertimento

  Que som eles fazem? Escreva:

 vaca: .....   
 gato: .....
 cachorro: .....
 passarinho: .....
 grilo: .....
 sapo: .....

<37>
Agora voc escreve

  Escolha
algum bichinho
e crie um poema
com os rudos que ele
faz. Invente rimas, faa
versos, use a imaginao!
Se quiser, aproveite outros
barulhinhos para usar em
seu poema: o som da
chuva, de um rio que
corre, da gua na bica,
do telefone
tocando...

Avaliando o texto

  Pea a um colega que avalie seu poema de acordo com as seguintes
perguntas:
<r+>
 a) O poema possui quantos versos?
 b) Os versos esto rimados? Se a resposta for sim, copie uma rima do poema.
 c) Que palavras esto imitando os sons? Que sons elas imitam?
 d) Voc gostou do poema? Por qu?
<r->

<38>
Curiosidade

  Com o colega, leia o texto:

Que som  esse?

  Muitos msicos gostam de tirar sons
de lugares diferentes. O brasileiro
Hermeto Pascoal  um deles. Ele faz
alguns de seus instrumentos usando
panela, bacia, tubos, serrote e
qualquer objeto que produza um
bom som. Hermeto j fez msica
at com a prpria barba.
  Nan Vasconcelos tambm 
um msico brasileiro que pesquisa
sons e utiliza o corpo para criar
ritmos e melodias.
  Nos Estados Unidos o grupo Stomp
faz sucesso usando o som de
tubulaes de gua, de vassouras,
isqueiros e tampas de balde de 
lixo para
danar e fazer msica em seus shows.

<R+>
*Stio do Picapau Amarelo especial*.
So Paulo: Globo, 2001. n.o 1, p. 23.
<R->

  Troque idias com o colega: Que informao
voc achou mais interessante? Voc conhece algum outro msico?
  Gosta de algum em especial? O que ele toca? Como toca?
<p>
Divertimento

  Qual  a msica?
  A turma deve se dividir em dois grupos. Cada grupo indica um de seus
integrantes para iniciar a brincadeira. O professor vai sortear uma
palavra. Quem souber uma msica que tenha essa palavra deve cant-la.
Se acertar, ponto para sua equipe. Se errar, ponto para a equipe adversria!

<39>
Texto do dia-a-dia

  Agora, voc vai entrar no ritmo do samba!
  Leia o texto adiante, que ensina a fazer uma cuca.

  Esse tipo de texto  chamado de *instrucional*.
  Como o nome j diz, ele apresenta instrues, que devem ser seguidas.
<p>
  Siga as instrues e mos  obra!

  Voc vai precisar de:
<R+>
  1 lata de alumnio com sistema de abertura que no utilize abridor
  1 pedao de vela
  1 percevejo
  1 vareta de madeira
  1 tira de cartolina branca ou colorida
  canetinhas coloridas
  1 fita mtrica
  1 tesoura sem ponta

  Como fazer
 1 Com uma canetinha, marque o centro do fundo da lata.
 2 Pea para um adulto furar o local marcado com percevejo. Se precisar, bata levemente com um furo, de fora para dentro.
 3 Esfregue a vela em toda a vareta de madeira.
 4 Por dentro, pressiona a vareta no percevejo para fix-la na lata.
 5 Recorte uma tira de cartolina no tamanho da lata para cobri-la. Com as canetinhas faa desenhos bem legais.
 6 Para tocar a cuca, umedea os dedos e passe suavemente sobre a vareta em movimentos de vai-e-vem. Se o som no estiver 
claro, passe mais vela na vareta.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<40>
 1. Em quantas partes est dividido o texto?
 2. Explique cada uma dessas partes.
 3. Na parte Como fazer, h vrias instrues. Copie, as
palavras que indicam as aes que devem ser executadas em cada item.
 4. Dentre essas palavras, uma no est indicando ordem. Que palavra  essa?
 5. Se voc no obedecer s etapas das instrues e mudar a ordem das
aes, o que poder acontecer? 
<R->

Na ponta da lngua

  As palavras so divididas em slabas, que podem ter som mais fraco ou mais forte. Vamos conferir?

<R+>
 1. Divida as palavras em slabas, destacando a mais forte:
 a) alumnio
 b) cuca 
 c) cola
 d) mtrica
 e) coloridas

<41>
 2. O que voc pode concluir com relao  slaba mais forte?
  Copie as respostas certas:
  toda palavra possui uma slaba mais forte 
  na palavra, existem slabas mais fracas 
  algumas slabas fortes tm acento 
  a slaba fraca no tem acento 
  nem sempre a palavra possui uma slaba forte
<R->

  A slaba forte de uma palavra  chamada de *slaba tnica* e a 
slaba ou slabas mais fracas so chamadas de *slabas tonas*.

  Pesquise, em jornais e revistas, vinte palavras. Verifique qual  a slaba
tnica dessas palavras e se todas elas esto acentuadas.
  Quando a slaba tnica estiver acentuada, observe o tipo de acento
que a est marcando.
  Apresente  classe o resultado de sua pesquisa!

<42>
Vamos ler 3

  O que os sons transmitem para voc? Depende do som, no ?
<p>
Audio

  Preste ateno nos sons
 sua volta.
  O que voc consegue
ouvir?
  Alguns sons transmitem
tranqilidade e paz.
  Outros so altos e
barulhentos.
  Alguns sons fazem
com que voc se sinta
feliz.
  Outros o deixam
com raiva.
  Os sons viajam
atravs do ar, mas voc
no consegue v-los.
  Voc usa os ouvidos
para ouvi-los. (...)
  Os sons muito altos
podem prejudicar seus
ouvidos, por isso
tome muito cuidado
com eles.
  Algumas pessoas
trabalham em lugares
muito barulhentos.
Elas precisam usar protetores
de ouvido 
para que sua
audio no seja prejudicada.

<R+>
Mandy Suhr e Mike Gordon. *Audio*.
Trad. Lila 
  Spinelli. So Paulo: 
  Scipione, 1998.
<R->
<L>
<43>
 Discutindo as idias do texto

<R+>
 1. De acordo com o texto, os sons podem nos influenciar?
 2. Por que h pessoas que precisam trabalhar com fones de ouvido?
 3. Pesquise: em que tipo de lugar trabalham as pessoas que precisam
utilizar fones de ouvido?
 4. Voc pode afirmar que o texto lido  uma narrativa? Por qu?
<R->

Detalhe puxa detalhe

  O texto que acabamos de ler apresenta informaes sobre a audio. Esse tipo de texto costuma ser escrito em prosa, ou seja, em texto
corrido. De uma maneira geral, informaes podem ser encontradas em jornais, revistas, enciclopdias e livros.
  Que tal ir at a biblioteca e fazer uma pesquisa sobre os rgos da
audio, viso, tato, paladar e olfato? Voc escolhe onde buscar as
informaes: em um livro de Cincias, em uma enciclopdia, em uma revista...
  Depois que voc j tiver pesquisado as informaes sobre esse
assunto, escreva-as em uma folha de papel.
  Leia para os colegas e organizem um mural com as pesquisas.

<44>
Roda de leitura

  A classe, dividida em grupos, vai ler um texto sobre o olfato e o paladar.
  Todos os seus sentidos trabalham juntos, mas o olfato e o paladar so companheiros inseparveis.

  Creme de amendoim! 
  Uau! Atum e maionese.
  Nham, nham, salsicha!

  Quando voc sente o cheiro de alguma coisa, consegue imaginar que gosto ela tem.

  Mmmm... Ovos com presunto
  Frango?
  Chiii, sanduche de queijo!

<45>
  Quando voc fica resfriado, no consegue sentir muito bem o cheiro das coisas.
  Isso acontece porque seu nariz fica entupido. E, em geral, voc tambm no consegue sentir o gosto das coisas.

  Graas a Deus!

<R+>
Mandy Suhr e Mike Gordon. *Olfato*. Traduo de Lila Spinelli. So Paulo: Scipione, 1998.
<R->

Ateno  fala e  escrita

  Volte ao texto Barulhindo do silncio e observe: quantas letras maisculas h nele?
  Explique, por que as palavras foram escritas com letra 

 maiscula.

<46>
Divertimento

  Leia a historinha em quadrinhos do Perer. Ele  um saci bem brasileiro!

Perer em, "Os caronas"

<R+>
_`[1 quadrinho  Saci Perer dirige seu carro.
 2 quadrinho  O carro vem pela rua, buzinando:
    Fonnin Fon  O jabuti Moacir e o tatu Pedro Vieira gritam:
    Carona, Saci!
 3 quadrinho  O carro passa roncando:
    Bbrrrrrrr
    Eu, hein?  Estranha o jabuti.
    Voc viu? Nem ligou!  Fala o tatu.
 4 quadrinho  Pedro Vieira e Moacir continuam comentando:
    Fez uma cara de bobo pra gente e passou voando.
    Ser que o Saci ficou mascarado, depois que comprou carro?
 5 e 6 quadrinhos  Mais adiante, o macaco Alan avisa:
    Olha... A vem o Saci no seu carrinho novo!
   Entusiasmado, o indiozinho 
  Timinim prope:
    Oba! Vamos pedir uma 
  carona...
   Os amigos pedem carona; Saci Perer olha para os dois, mas 
   no pra.
 7 quadrinho  Bbrrrrrr  Ouve-se o ronco do motor.
    Ta... No entendi porque o Saci no parou!  Fala 
  Timinim.
    Nem eu!  Concorda Alan.
 8 e 9 quadrinhos  Vendo o carro, com Saci ao volante, batido 
contra uma rvore, Alan aproxima-se e diz:
    Bem feito, Saci. Voc estava ficando mascarado! Veja o que 
aconteceu!
    Que mascarado, nada, 
  Timinim! Entre aqui na frente, que eu 
explico pra voc!  Respondeu o Saci.
 10 quadrinho  O carro com a frente amassada, segue pela 
estrada. O Saci dirige, o ndio est no banco ao lado e os 
outros amigos, atrs. Ao ver o coelho Geraldinho pedindo 
carona, Pedro Vieira alegra-se:
    Oba! L est mais um carona! 
    Mete o p no freio, 
  Timinim!  Diz Alan.
   O carro comea a frear:
    Ffrrrr
   T vendo? O que estava precisando era s de mais um p para 
frear... Concluiu o Saci_`]
<R->

  Repare como Ziraldo, autor da histria, indica os sons.
<R+>
 a) Em que quadrinho  representado o som de uma buzina?
 b) E o som de um carro acelerando?
 c) E o som de um carro freando?
<R->

<47>
Trabalhando a oralidade

  Vamos fazer uma leitura conjunta? A classe toda vai ler, em voz alta, o
poema a seguir, de 
 Bartolomeu Campos Queirs.
   importante ler com a entonao apropriada, procurando transmitir,
por meio da voz, toda a emoo do poema.
  Depois, conversem sobre a mensagem do texto.
  No deixe de observar que o poema tem um ritmo e um jeito
diferentes do texto informativo que voc leu nas pginas 62 e 63.

<R+>
Tato

 Pela pele experimentamos as
 Sensaes de calor, frio, dor,
 Prazer.

 Pisando a terra nossos ps
 Sentem a sua aspereza
 Ou suavidade.

 O inverno nos envolve com o frio
 E desejamos estar na cama.

 Ao ficarmos muito tempo ao sol
 Seu calor nos queima.

 Mas se olhamos para a neblina
 Cobrindo as guas, nas manhs
 De maio, nosso corpo gela.

(...)

 A pele  raiz cobrindo o corpo inteiro.

Bartolomeu Campos Queirs. *Os cinco sentidos*. 2. ed. Belo Horizonte: Miguilim, 2000.
<R->

<48>
 Agora voc escreve

  Converse, com seus colegas, sobre cada um dos cinco sentidos. Para
que servem? Como se pode exercit-los?
  O professor vai escrevendo no quadro-de-giz tudo o que vocs
disserem.
  Depois, usando as informaes que o professor anotou, escreva um
texto informativo em prosa -- dividido em pargrafos -- ou em versos --
com rimas -- sobre um dos sentidos.

Avaliando o texto

  Pea a um colega que avalie o seu texto:
<R+>
 a) O texto foi escrito em versos ou em prosa? Por qu?
 b) Se o texto foi escrito em versos, a linguagem utilizada nele foi potica?
 c) Se o texto foi escrito em prosa, ele possui uma linguagem mais
objetiva?
 d) As palavras foram grafadas de acordo com as normas ortogrficas?
<R->

<49>
<p>
Detalhe puxa detalhe

  Observe os quadros:

<R+>
_`[{um menino tocando pfaro_`]
  Legenda: O tocador de pfaro (1866),
de douard Manet.
(leo sobre tela,
16097 cm.)

_`[{cebolinha, personagem de quadrinhos, tocando pfaro_`]
  Legenda: Cebolinha tocador de pfaro
(1992), de Mauricio de Sousa.
(Acrlica sobre tela,
118103 cm.)
<R->

  O que esses quadros tm em comum? E o que tm de diferente?
  Converse com seus colegas sobre isso.

<50>
Vamos ler 4

  Voc j ouviu falar na grande pianista Chiquinha Gonzaga? Sabe por
que ela se tornou famosa? Vamos conhecer um pouco de sua histria?

Chiquinha Gonzaga

  Em um sobrado na Rua do Prncipe, no Rio de Janeiro, morava a
famlia Neves Gonzaga: o major Jos Basileu, dona Rosa e os seus
filhos Chiquinha, Juca e Jos Carlos. ()
  Aos onze anos Chiquinha j tocava at sonatas, sabia ler msica
na pauta, copiar partituras no seu lbum e solfejar. A casa vivia
sempre animada pelo seu piano. ()
  Uma cano surgiu-lhe no se sabe de onde. Comeou a
cantarolar a melodia insistente. Correu ao piano,
no momento em que chegava o tio Antnio.
  -- Acompanhe-me com a flauta, titio. Oua
isso e me diga se j ouviu essa msica antes.
  -- Hum... -- Antnio Eliseu escutou
pensativo. -- No, no ouvi essa msica
antes, mas o que isso quer dizer? Que
temos uma artista na famlia?
  -- Hum, hum -- afirmou,
convencida, a jovem compositora. ()
  Chiquinha Gonzaga tornou-se
compositora e maestrina de sucesso.
Comps centenas de msicas e criou
a primeira marchinha de carnaval,
* Abre Alas*:
 
  abre alas
 Que eu quero passar
  abre alas
 Que eu quero passar
 ()

<R+>
Edinha Diniz e Angelo Bonito. *Chiquinha Gonzaga*.
So Paulo: Callis, 2000. (Crianas famosas).
<R->

<51>
Seguindo as pistas do texto

  Voc sabe o que estas palavras significam?
<R+>
 sonatas -- partituras -- solfejar -- maestrina -- insistente
<R->

  Procure no dicionrio e, depois, responda.
  Mostre sua consulta a um colega. Vocs deram a mesma resposta?

Discutindo as idias do texto
 
<R+>
 1. Chiquinha Gonzaga  uma narrativa. Quem est contando a histria?

 2. Em uma narrativa, h personagens.
 a) Quem so as personagens que participam dessa narrativa?
 b) Dessas personagens, qual  a principal?
 c) Em sua opinio, como  
  Chiquinha Gonzaga?

 3. O ambiente tambm aparece na narrativa.
 a) Em que tipo de casa morava a pianista? 
 b) Em que rua ficava sua residncia?
 c) Em que cidade se localizava essa rua?

 4. Toda histria tem um incio, um meio e um fim.
 a) Como comea a histria?
 b) No meio da narrativa, fala-se em dois assuntos
importantes. Quais so eles?
 c) Como termina a narrativa?
<r->

  Se voc quiser saber mais sobre a vida da
compositora, leia o livro *Chiquinha Gonzaga*,
publicado pela editora Callis.

<52>
Agora voc escreve

  Escreva uma narrativa contando a histria de um artista famoso. Ele
ser a personagem principal da sua histria.
  Depois de escolher o artista, pesquise em jornais e revistas: Onde
nasceu? H quanto tempo trabalha em sua profisso? Que tipo de arte faz?
Como ficou famoso?
  Lembre-se de usar, em sua histria, os elementos da narrativa que j
estudou: um narrador contando a histria, descrevendo as personagens,
contando o que elas fazem e o que conversam, apresentando o ambiente
em que acontece a histria...

Avaliando o texto

  Releia a histria e verifique se ela contm:
<R+>
 a) um narrador contando a histria;
 b) uma parte que descreve as personagens;
 c) travesso, indicando a fala das personagens;
 d) o local onde acontece a histria;
 e) incio, meio e fim.
<R->

  No se esquea de revisar seu texto antes de entreg-lo ao professor.

<53>
<p>
Na ponta da lngua

<R+>
 1. Releia a seguinte frase:
  -- Hum, hum -- afirmou, convencida, a jovem compositora.
 a) Duas palavras dessa frase esto dando atributos, isto , caractersticas
ao substantivo Chiquinha. Que palavras so essas?
 b) Como ficaria a frase se o substantivo fosse Chiquinho e no
Chiquinha?
<R->

  A palavra que caracteriza o substantivo, combinando com ele na
frase,  o *adjetivo*.

<R+>
 2. Releia as frases do texto e indique os adjetivos:
 a) A casa vivia sempre animada
 b) Comeou a cantarolar a melodia insistente
 c) Antnio Eliseu escutou pensativo

<54>
<p>
Uma atividade diferente

 1 Que tal ouvir msica? Junte-se a seus colegas e formem grupos.
Tragam para a sala de aula fitas gravadas ou CDs de vrios estilos
musicais (samba, clssica, rap, pagode, rock...).
  Ouam as msicas e troquem idias com os integrantes de seu
grupo: Que msicas so mais calmas? Quais so as mais agitadas? De
que msica o grupo mais gostou? Por qu?
 2 Agora que cada grupo j definiu o tipo de msica de que mais
gosta,  hora de colocar mos  obra e ensaiar a apresentao de um
nmero musical para a classe. Pode ser um conjunto de pagode, um
coral, um grupo de rap, um conjunto de cantigas de roda ou
folclricas, uma banda de rock ou at mesmo uma apresentao de
dana. O importante  mostrar seu talento!
<R->

<55>
Unidade 3

Meios de comunicao

  Jornais, revistas, televiso, Internet, telefone, publicidade...

  Os meios de comunicao so muitos e esto em
todo lugar, fazendo arte, divertindo, informando,
diminuindo a distncia entre as pessoas, permitindo a
todo mundo conhecer tudo e ficar sabendo de tudo!
  Nesta unidade, voc vai aprender muito sobre os
meios de comunicao.

<56>
Uma atividade diferente

<R+>
1 Faa um cartaz sobre voc e os meios de comunicao. Veja o
exemplo a seguir.
<R->
<p>
Meios de comunicao

<R+>
  De que mais gosto: .....
  Que utilizo todos os dias: .....
  Que nunca utilizo: .....
  Que mais divertem: .....
<R->

  Voc pode utilizar fotos, fazer desenhos, colagens, enfim, use sua
imaginao. Depois, exponha seu cartaz em classe.
  Ser que voc e seus colegas tm a mesma opinio acerca dos
meios de comunicao?

<R+>
2 A seguir, entreviste uma pessoa bem
mais velha do que voc. Pode ser seu av,
sua av, um parente, um vizinho... Pergunte:
 a) Quando voc nasceu?
 b) H algum meio de comunicao de
hoje que no existia na sua infncia? Qual?
 c) Como voc e seus colegas se divertiam?
<p>
 d) Quando criana, que meios de comunicao voc utilizava?
  Depois, apresente sua entrevista para a classe e confira com a de
seus colegas: ser que as respostas foram parecidas?
 
3 Vamos trabalhar em duplas. Pense em algo que voc queira dizer
a um colega. Imagine as maneiras que voc poder usar para se
comunicar sem palavras. Use gestos e olhares, mas no vale falar!
  Depois, avalie: seu colega entendeu o que voc queria expressar?
E voc, entendeu o que ele queria transmitir?
<R->

<57>
Vamos ler 1

O livro dos gestos e dos smbolos

  Quando uma abelha quer contar s outras onde ela encontrou
uma poro de flores cheinhas de mel, ela executa uma espcie de
dana, que  a forma que usa para se comunicar,
pois os animais tambm se comunicam.
  Quem j no ouviu, de madrugada,
o canto dos galos, que respondem uns
aos outros, parecendo dar volta ao
mundo?
  E os ces? No s se
comunicam uns com os
outros, mas tambm
conseguem comunicar-se
com seus donos.
  As crianas, mesmo antes
de saberem falar,
comunicam-se por gestos,
por rudos, por expresses.
  At a maneira de uma
pessoa vestir-se pode ser
considerada uma forma de
comunicao.
  Os ciganos, por exemplo,
mostram que so ciganos no
mundo todo pelo modo como
se vestem.
  Os jovens mostram que so jovens
usando cala *jeans*, tnis de um certo tipo
e camisetas enfeitadas.
  At entre as equipes esportivas as cores tm papel importante,
invadindo as torcidas, sob forma de camisetas e bandeiras, e avisando
a que grupo cada pessoa pertence. (...)

<R+>
Ruth Rocha e Otavio Roth. *O livro dos gestos e dos smbolos*.
So Paulo: Melhoramentos, 1992.
<R->

<58>
Discutindo as idias do texto

<R+>
 1. Como os animais apresentados no texto se comunicam? Voc se lembra
de algum outro animal que se comunica de uma maneira especial?
 2. Como se vestem os jovens de sua cidade? Voc acha que eles querem
expressar algo por meio das roupas que vestem?
 3. Ruth Rocha afirma, no texto, que at as cores das camisas dos times
trazem uma mensagem. Quais so as cores dos times de futebol de sua
cidade? Que mensagem as cores das camisas expressam? 
<R->
<p>
Detalhe puxa detalhe

  As pessoas que no conseguem ouvir ou falar se comunicam por meio
de sinais. Em algumas situaes, esses sinais se organizam em um cdigo,
formando uma lngua.
  Veja os sinais que representam as letras na lngua das pessoas que no
ouvem:

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Agora, use o cdigo acima e construa uma frase. Apresente-a para um
colega.
  Ele conseguiu decifrar o sentido dessa frase?

<59>
Divertimento

  Ser que voc consegue descobrir o que est escrito neste cdigo
meio esquisito?
<p>
<R+>
Dicas
  vogal
  todos tm o mesmo som, mas podem ser representados por letras
diferentes.
<R->

  Lembre-se: as vogais so a, e, i, o, u.

we vywy tyvywwy qyy dyzyr ymy 
  pylyvry, dyvyryy pynwyr yntyw!!!

Vamos ler 2

  Existe um meio de comunicao muito importante e muito discutido
nos dias atuais: a tev.
  Leia as tirinhas.

<60>
<R+>
 A  
 _`[1 e 2 quadrinhos  Mafalda observa um beb vendo televiso.
 3 quadrinho  O beb, olhando a TV, balbucia sons sem sentido.
 4 quadrinho  Mafalda pensa: 
   To pequeno e na frente da 
<p>
  televiso j raciocina igual a  
gente grande!_`]

Quino *Toda Mafalda*. So Paulo: Martins Fontes, 1991.
<R->

<R+>
 1. Mafalda est fazendo uma crtica positiva ou negativa da tev?
 2. Em sua opinio, o que 
  Mafalda quis dizer no ltimo quadrinho?

Calvin e Haroldo

 B 
 _`[{calvin assiste  TV e 
  Haroldo, o tigre, pergunta-lhe: 
   O qu est vendo na televiso?
   Lixo. Nunca vi um programa to ruim!
   Ento por que est vendo?
   Os outros so piores ainda!
   Ento por que ver TV?
   No tenho nada para fazer.
   Nada? Pode ler um livro! Escrever uma carta! Dar um 
passeio! Quando ficar velho, vai se arrepender de no ter feito 
um monte de coisas interessantes!
   Calvin responde:  verdade, e continua vendo TV.
  No ltimo quadrinho, Haroldo senta-se ao lado de Calvin, em     
silncio, e assistem juntos  TV_`]
<R->

  Haroldo, o tigre, diz a Calvin que h mais coisas interessantes a fazer
alm de assistir  tev, mas acaba se juntando ao menino. Explique o sentido do quadrinho final.

<61>
Trabalhando a oralidade

  Que tal organizar, com o professor, um debate sobre a importncia da
tev na vida das crianas?
  A classe ser dividida em dois grupos: um a favor da tev, defendendo a
idia de que ela auxilia na educao das crianas e diverte; o outro ser
contrrio  tev, afirmando que atrapalha na educao, pois s mostra
coisas ruins. Cada grupo deve usar programas de televiso como exemplos.

Vamos ler 3

  O que um anncio de propaganda comunica? A finalidade de um
anncio  sempre vender um produto?
  Que recursos os
anncios usam para
comunicar sua mensagem?
  Leia o anncio e preste
ateno nas cores, nas
frases e nas imagens.

<R+>
 A 
 _`[{anncio em vermelho, apresentando, em tamanho muito grande, 
os ps de uma criana calados com meias curtas e tnis.
    Apoiada num dos ps, na altura deles, uma professora olha para
cima. Abaixo do desenho est escrito: Professor, voc que
transforma pequenos alunos em grandes seres humanos, merece
um prmio.
    Prmio Qualidade na Educao Infantil 2001_`]
<R->

<R+>
*Nova Escola*. So Paulo:
Abril, ano XVI, n.o 143,
jun./jul. 2001.
<R->

<62>
<R+>
 1. Esse anncio se dirige a todas as pessoas?

 2. Observe o desenho:
 a) Por que o anncio usa a cor vermelha?
 b) Que outro desenho do anncio foi feito com a mesma finalidade?

 3. Por que os tnis foram desenhados nessa proporo?
 4. Que prmio o professor merece?

 5. Geralmente, os anncios publicitrios utilizam frases que do ordem.
 a) A frase do anncio est indicando uma ordem ou fazendo uma
espcie de agradecimento? Por qu?
 b) Observe, na televiso, no rdio, nas revistas e jornais, alguns anncios
que utilizam frases que do ordens. Anote essas frases. Traga para a classe e discuta: por que os anncios
publicitrios utilizam tanto as frases que do uma ordem?

 6. Depois de ler os diferentes exemplos, responda: para que servem os
anncios?
<R->

<63>
<R+>
 B 
 _`[{cartaz em azul, mostrando as pernas de uma criana andando. Na 
parte inferior do cartaz, est escrito: 14 de junho vacine seu filho
menor de 5 anos contra a paralisia infantil.
     s um passo para voc e muitos para ele_`]

 1. Essa propaganda est vendendo algum produto?
 2. Com que finalidade ento foi feita?
 3. Qual  a frase da propaganda que confirma a resposta anterior?

 4. Observe a foto:
 a) A cor azul usada no fundo sugere tranqilidade ou nervosismo?
 b) A paralisia infantil  uma doena que impede as crianas de andarem.
  Como a foto chama a ateno para isso?
 c) Existe uma frase no anncio que refora a idia da fotografia. Qual ?

5. O que o responsvel deve fazer para a criana se vacinar?
<R->

<64>
<p>
Ateno  fala e  escrita

  Voc sabe o que quer dizer vacinao? Procure o significado dessa
palavra no dicionrio e escreva-o.
  Agora, observe a escrita destas palavras:
 diverso -- discusso
<R+>
 a) Elas se escrevem com  como vacinao?
 b) O que essas palavras tm em comum?
 c) Lembre-se de outras palavras que terminam com esse mesmo som.
  Dite-as para o professor. A seguir, copie-as, observando
como elas so escritas.
<R->
  Pesquise em jornais e revistas outras palavras com essas terminaes,
faa uma lista e traga para a classe. O professor vai escolher algumas
palavras e fazer um ditado.
<p>
Agora voc escreve

  Voc vai criar um anncio. Invente um produto para vender ou faa uma
campanha para melhorar alguma situao da sua escola ou da sua cidade.
  Pense em todos os itens que voc viu no exerccio anterior. Seja bem
criativo. Ah, voc pode ilustrar com recortes de revistas ou desenhos
coloridos.

Avaliando o texto

  Mostre para a classe e avalie:
<R+>
 a) a frase do seu anncio  bem chamativa?
 b) a ilustrao completa as idias da frase?
 c) o que as ilustraes sugerem: alegria, calma, agitao?
 d) a classe gostou do anncio?
<R->
  Organize com o professor um mural com esses anncios.

<65>
<p>
Trabalhando a oralidade

  Teatro  um meio de comunicao diferente...
  Os atores esto diante do pblico trocando,
na hora, todo tipo de emoes.
  Algumas pessoas adoram ir ao teatro ver
seus atores e atrizes prediletas e tambm se
divertirem com os textos das peas teatrais.
  Voc j foi ao teatro? Conhece alguma pea
teatral?
  O texto que ser lido  um trecho da pea
infantil *Pluft, o fantasminha*, de Maria Clara
Machado.
  A classe escolhe uma menina para ler as falas
da me de Pluft. As outras meninas, juntas, lem as
falas de Maribel, e os meninos lem as falas de Pluft.
  A pea pode ser representada na sala e, depois, para toda a escola.
  A histria gira em torno de Pluft, um fantasminha simptico que tem
medo de gente. Um dia, um marinheiro conhecido como Perna de Pau
seqestra Maribel, a neta do Capito Bonana Arco-ris. Ele pretende
roubar o tesouro do capito e casar-se com a menina. Depois de contar-lhe
seus planos, sai assoviando em busca do tesouro e deixa-a presa na casa de
Pluft. A menina comea a chorar e Pluft, que estava espiando, se aproxima.
Quando v o fantasma, Maribel desmaia. A me de Pluft repreende o filho.
Pluft tem medo de gente, mas fica esperando Maribel acordar. A menina
desperta e v Pluft, mas dessa vez, apesar de estar com medo, no desmaia.

  O *texto teatral* apresenta dilogos, mas no usa o travesso, e sim
o nome da personagem que atuar naquele momento.
  O escritor indica, por meio de marcaes no texto, como o ator
ter de agir quando estiver em cena.

<66>
<R+>
Pluft, o fantasminha

 Maribel (tensa) Como  que voc se chama?
 Pluft (tenso) Pluft. E voc?
 Maribel Eu sou Maribel.
 Pluft Voc  gente, no ?
 Maribel Sou. E voc?
 Pluft Eu sou fantasma.
 Maribel Fantasma, mesmo?
 Pluft , fantasma mesmo. Mame tambm  fantasma.
 Maribel (relaxando) Engraado, de voc eu no tenho medo!...
 Pluft (idem) Nem eu de voc. Engraado...
 Me (de dentro) Pluft!
 Pluft  minha me. Com licena. Que , me?
 Me (de dentro) Com quem  que voc est falando?
 Pluft Com Maribel.
 Me Com quem?
 Pluft (gabando-se) Ora mame, com gente... (Aproximando-se
mais da menina, com ar de velha amizade.) Com Maribel.
 Me Ah! Ento ela j acordou?
 Maribel Mas sua me tambm  fantasma?
 Pluft Claro, ora! (Ofendido.) Voc queria que ela fosse peixe?
 Maribel E seu pai?
 Pluft Meu pai era fantasma da pera.
 Maribel Fantasma da pera?
 Pluft . Trabalhava num teatro grande!... Agora ele morreu. Virou
papel celofane. (Em tom confidencial.) Mame no gosta
que se fale nisso no. Ela fica muito triste, coitada. Quando
papai morreu...
<67>
 Maribel Virou papel celofane?
 Pluft . Quando papai virou papel celofane, a famlia teve que
deixar o teatro e vir morar aqui com tio Gerndio.
 Maribel Quem  tio Gerndio?
 Pluft (puxando-a para o ba) Tio Gerndio dorme aqui dentro.
Ele era fantasma de navio. (Os dois sentam-se no ba.)
 Maribel Fantasma de navio?
 Pluft . Dum navio fantasma. Ele trabalhava  bea...
 Maribel Ser que era o navio de meu av, o Capito Bonana
Arco-ris?
 Pluft  isso mesmo. Ele  meu tio. O fantasma do navio de seu
av era meu tio.
 Maribel Que coincidncia, hem?
 Pluft Que coincidncia: seu av e meu tio trabalharem no
mesmo navio!

Os dois ficaram rindo por alguns momentos, contentes com a
descoberta mtua. Maribel cutuca o fantasminha e acha
graa de ele ser diferente dela.

 Maribel (lembrando-se) Oh! (Vai at a janela.) O Perna de Pau
vai voltar, meu Deus do Cu. Ele quer roubar o tesouro do
meu av e vai me levar para o mar...
 Pluft (imitando a mmica do marinheiro) Navegar... Navegar...
Navegar... No ?
 Maribel (comeando a chorar) No... no... no... (Cai sentada 
beira da janela.)
 Pluft Que lindo! Que lindo! Que lindo!... Mame, mame... acode
aqui... a menina est derramando o mar todo pelos olhos!...

Maria Clara Machado. *Pluft, o fantasminha*. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 2003.
<R->

   hora da dramatizao da pea!

<68>
Na ponta da lngua

  Observe:
<R+>
 1. O que quer dizer a palavra aflitssimo?
 2. De qual palavra vem a palavra aflitssimo?
<p>
 3. Compare:
 a) Pluft ficou aflito. 
 b) Pluft ficou aflitssimo.
  Em qual das frases a idia de aflio  mais forte?

 4. Em cada uma das frases a seguir, somente uma palavra pode receber a
terminao -ssimo ou -ssima. Reescreva as frases, acrescentando essa
terminao na palavra adequada.
Pluft ficou aflitssimo.
 a) Maribel  bela.
 b) O Capito  agitado.
 c) Os marinheiros esto cansados.
 d) Dona Fantasma estava contente
de ver o filho mostrando coragem.
<R->

<69>
Detalhe puxa detalhe

  Leia o relato de algum que quer ser atriz!
  Repare que, no relato pessoal, o escritor fala um pouco de sua prpria
vida, sonhos e projetos.

  Outro dia me
perguntaram: Por que
voc escolheu ser atriz? A
eu pensei: Ah, sei l, desde
que me entendo por gente
nunca quis ser outra
coisa. (...) O teatro sempre
esteve nos meus sonhos,
cheio de plumas e paets.
Promovia peas escritas,
dirigidas e produzidas por
mim, onde eu era a atriz
principal ( criana
metida...), e apresentava
nos churrascos de
domingo. Depois, comecei
a me apresentar em festas
infantis; ia com minha
malinha de roupa e
maquiagem (crente que era
gente) e ganhava uma
grana pro sorvete.

<R+>
Ingrid Guimares. *Ingrid por ela mesma*.
Rio de Janeiro: Relume Dumar, 1992.
<R->

  Troque idias com o colega e responda:
<R+>
 a) De que maneira Ingrid 
  Guimares comea seu relato?
 b) O que ela fazia para se tornar uma verdadeira atriz?
 c) Em que partes do relato a autora diz o que acha de si mesma?
<R->

<70>
Texto do dia-a-dia  

  Veja um cartaz que anuncia uma
apresentao teatral e responda:
<R+>

_`[{cartaz com o desenho de um fantasma sorridente e os dizeres:
    Emporium Instituto de Produo Cultural apresenta, de 
  Maria Clara Machado, Pluft, o Fantasminha.
    Direo: Patrcia Marjorie e Liliane Arajo
    Sala Martins Pena Teatro 
nacional 12 e 13 de outubro 16:00 h
    Fim de semana da criana_`]

 1. Que pea est sendo divulgada?
<p>
 2. Quem escreveu o texto da pea?
 3. Onde e quando a pea ser
apresentada?
 4. Em sua opinio, o cartaz cumpre
seu objetivo?
<R->

Roda de leitura

  Nesta Roda de leitura, voc
vai ler poemas que falam de
alguns meios de comunicao.
Ser possvel fazer poemas
sobre objetos de nosso dia-a-dia?

<R+>
Os computadores

 Confesso estarrecida:
 Para mim as mquinas
 So monstros ou coisa parecida.
 Vivo deslocada neste tempo,
 E os computadores me assustam,
 Nada entendo do que dizem.
 Eu, to humana e burra criatura,

 S no tenho medo de telefone,
 Pois quando bate aquela solido
 Fininha
 Uma voz amiga  acalanto.

 Do que  que eu estava falando
 Mesmo?

Roseana Murray. *Artes e ofcios*.
So Paulo: FTD, 1994

<71>
TRIIIMM!! TRIIIMM!!

 Sempre  bom quando toca:
 Trrriimm (os mais antigos).
 Trrrrrr, ou Brrrrrr (os de casa).
 Trrrrr (mesinha de cabeceira da vov).
 Beh-b (ramal).
 Lir-lir-lir ou doremifasollasid (celular).
 Algum atende e as ccegas comeam.
 (...)
 Telefones merecem tanto dengo,
 Pois o resto do tempo no param
 Um segundo de produzir silncio.
 Faa chuva ou faa sol.
 A produo aumentou depois que inventaram
 Os celulares, que funcionam em qualquer parte
 Do mundo, sem precisar de canos.
 Bons lugares para se morar:
 Televendas, prego da bolsa, redao de jornal,
 Quarto das filhas.
 Mnimo de silncio, mximo de ccegas.

Arthur Nestrovski. *Coisas que eu queria ser*.
So Paulo: Cosac & Naify, 2003.
<R->

<72>
Curiosidade

  Voc j leu anncios publicitrios, um texto teatral, histrias em
quadrinhos... Agora,  hora de ler um jornal.
  Por que o jornal  um meio de comunicao to importante?
  Converse com os colegas.
Ser que os jornais de quase 100 anos atrs, por exemplo, eram
iguais aos de hoje? Ser que a lngua portuguesa de quase 100 anos
atrs era igual  de hoje?

<73>
Vamos ler 4

  Agora, voc vai ler uma histria que
comea depois de uma notcia que saiu
no jornal -- foi at manchete, isto , a
notcia mais importante do dia! Algum
precisa desvendar um mistrio: Quem
comia as bananas enquanto o macaco
dormia?

<R+>
O caso das bananas

 O Macaco
 Ao acordar, de manh,
 o macaco deu pela falta
 do seu cacho de bananas.
 Procura aqui, procura ali
 e nada...
 Nem mesmo as cascas.
 Algum espertinho levara tudo.
 Fui roubado!
<p>
 A Mata
 A mata ficou agitada
 com a notcia.
 E logo Dona Coruja,
 Investigadora das mais
 afamadas,
 aceitou o novo caso.

 A Coruja
 Caro macaco, para comear do
 comeo,
 melhor ouvir a vtima.
 Primeiro, diga-me: h um
 suspeito?

 O Macaco
 Dona Coruja,
 abomino o preconceito.
 Mas...
 Soube de um bicho estranho
 que veio de muito longe.
 No , pois, destas bandas.
 No duvido que
 tenha escondido as bananas
<p>
 na bolsa
 que trazia na barriga.

Milton Clio de Oliveira Filho e Mariana
Massarani. *O caso das bananas*. So Paulo:
Brinque-Book, 2003.

<74>
Discutindo as idias do texto

 1. A Coruja  a grande detetive que vai tentar desvendar o mistrio do
caso das bananas. Em sua opinio, que caractersticas a Coruja possui
para resolver esse mistrio?
 2. O Macaco tinha um suspeito. Quem era? Por que voc chegou a essa
concluso?
 3. Voc gosta de histrias de suspense? Por qu? 
<R->

  Voc quer saber quem levou as
bananas e deixou o Macaco com
fome? Leia o livro *O caso das
bananas*, de Milton Clio de 
 Oliveira Filho e Mariana 
 Massarani,
da editora Brinque-Book.

Agora voc escreve

  O escritor, agora,  voc! Crie uma histria de mistrio, com muito
suspense. Invente uma situao estranha, os suspeitos, o detetive e a soluo.
  O importante  deixar o leitor com um friozinho na barriga!

Avaliando o texto

  Leia seu texto para a classe e deixe os colegas opinarem livremente
sobre ele.
  Depois, toda a classe vai escolher alguns textos e montar uma
exposio com muito mistrio para a escola toda resolver!

<75>
Divertimento

  Recorte, de um jornal de sua cidade, uma notcia que tenha
chamado sua ateno.
<p>
  Leia para a classe, explicando as partes da notcia:
<R+>
 a) Qual  a manchete?
 b) Que fato a notcia apresenta?
 c) Quando aconteceu?
 d) Onde aconteceu?
 e) Por que aconteceu?
 f) Depois, comente: o que chamou
sua ateno para essa notcia?
<R->

Curiosidade

  Existe um meio de comunicao que faz voc viajar, conhecer
outros povos, descobrir coisas novas... Sabe qual ?
  Lili e Robertinho, seu gato de estimao, acompanhados por
Pinquio, Gepeto e o Grilo Falante, vo ajudar voc a descobrir.

<76>
Lili e o mundo encantado dos 
  livros

  Lili j sabe ler!
  Que maravilha!
  Seus pais no do conta
de trazer tantos livros para ela.
  Agora, sua diverso predileta 
contar histrias... Muitas histrias!
  O Robertinho, seu querido gato,
gosta muito de ouvi-las...
So tantas histrias, tantas,
que outro dia Lili foi dormir e...
  -- U, Pinquio! Voc por aqui? Voc no
deveria estar dentro do meu livro predileto?
  -- Deveria, sim. Mas acontece que voc, com
essa mania de ler a toda hora a minha histria
para seu gato, me deixou meio preocupado.
  -- Por qu, Pinquio?
  -- Sabe, Lili, eu... eu nem sei como explicar.
  -- Ora, fale logo!
  -- Eu... eu...
  -- Pare de cochichar com o Grilo Falante...
<p>
  -- Sabe, Lili, eu... eu ainda no sei ler!

<R+>
Yara Najman. *Lili e o mundo encantado dos livros*. So Paulo: Scipione, 2003.

 1. Forme uma dupla com um colega e troquem idias: na opinio de
vocs, qual  a importncia de saber ler?

 2. Responda a este questionrio sobre seus hbitos de leitura:
 a) Voc gosta de ler?
 b) Qual  seu livro preferido?
 c) O que voc sente quando l?
 d) O que gostaria de ler e ainda no leu?
<R->
  Apresente suas respostas para os colegas e depois mande um
recado para uma criana que no gosta de ler.

<77>
<p>
Detalhe puxa detalhe

  Leia estas curiosidades sobre bibliotecas.

<R+>
 biblioteca
s.f. 1. Coleo de livros: Papai tem
uma boa biblioteca. [...] 2. O lugar
onde se guarda essa coleo de
livros: Gosto de estudar na
biblioteca da escola.

Aurlio Buarque de Holanda Ferreira. *Dicionrio
Aurlio infantil da lngua portuguesa ilustrado por
Ziraldo*. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
<R->

  O termo biblioteca
vem da juno do grego
biblio, livro, com tk,
caixa, depsito. Portanto,
<p>
literalmente significa
"caixa ou depsito de
livros".

<R+>
Marcelo Duarte. *O guia dos curiosos --
lngua portuguesa*. So Paulo:
Panda Books, 2003.
<R->

Biblioteca Pblica do Estado 
  da Bahia

  Primeira biblioteca do Brasil e da
Amrica do Sul, idealizada por Pedro
Gomes Ferro Castelo Branco, foi criada em
ato solene no dia 13 de maio de 1811 e hoje
funciona em um prdio situado no bairro
dos Barris, inaugurado em 05 de novembro
de 1970 com capacidade para armazenar
3.000.000 (trs milhes) de volumes.
  Alm das sees comuns a todas as
bibliotecas, deve-se destacar a existncia
dos setores de Obras 
<p>
Raras e Valiosas,
Braille, 
 udio-visual e Mapoteca.

<R+>
*Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia*.
~,http:www.sct.ba.gov.br~
  culturabibliotecas.asp~,
  Acesso: 4 fev. 2005.
<R->

<78>
  Interessantes essas informaes, no  mesmo?
Agora, mos  obra: organize, com os colegas, uma
minibiblioteca na sua sala de aula. Cada aluno
contribuir com um livro, gibi ou revista. Depois de
registrados, os exemplares ficaro disponveis para
emprstimos!

Uma atividade deferente

  Vamos ver um filme? Voc pode ir ao cinema ou assistir em casa, no
vdeo ou na tev. Escolha um filme e assista com ateno. Depois, resuma
a histria do filme por escrito e faa uma crtica, dando sua opinio: voc
gostou do filme ou no? Por qu?
  Voc e seus colegas, com o professor, vo marcar um dia para trazer as
crticas, que devero ser lidas em classe. E no tem problema se alguns de
vocs assistirem ao mesmo filme. Afinal, cada um tem a sua prpria
opinio, no ?
  Bom programa!

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Primeira Parte

